Aracaju: Feirantes criticam nova estrutura de bancas e valor cobrado pelas bancas que sobe R$ 8 e gera insatisfação dos comerciantes

Os comerciantes da feira localizada no bairro São José, em Aracaju, estão revoltados com duas implementações que a Prefeitura Municipal de Aracaju realizou, nesta terça-feira (10), para o espaço. A primeira, e principal delas, é com relação ao valor pago pelas estruturas organizadas, que sofreu um aumento de R$ 8. A segunda está relacionada à estrutura. Conforme comerciantes, a cobertura aplicada é ineficaz.

No dia em que era para ser comemorada a implementação do novo modelo de organização das feiras livres, pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), tendo como destaque os balcões frigoríferos, após exigência do Ministério Público Estadual (MPE), o que ficou em evidência foram as insatisfações de diversos comerciantes.

contrato de R$ 16 milhões para cada um dos cinco lotes prevê que a empresa será responsável pelo serviço público, a Locazil Locações e Serviços Ltda., por 10 anos, prazo que pode ser prorrogado por igual período. Ela também fará a gestão dos recursos arrecadados com as taxas que são cobradas aos feirantes, dos quais 5% serão repassados à Emsurb.

No Ministério Público, existem dois procedimentos relacionados às feiras-livres da capital, um referente ao processo licitatório e o outro que visa regularizar as condições de armazenamento dos produtos de origem animal que são comercializados. Segundo a promotora do Consumidor, Euza Missano, a questão deve pautar audiências extrajudiciais agendadas para os próximos dias 19 e 26.

De acordo com o presidente da Associação de Ambulantes e Feirantes de Aracaju (Acafa), André Pinto, os comerciantes que farão uso da nova estrutura para os alimentos de origem animal pagarão R$ 56 pelo uso. “Consideramos excelente essa modificação, mas o que estamos realmente preocupados é com o valor da banca de frutas e verduras, toda coberta por toldos e custava R$ 20, agora tiraram o toldo, botaram o gancho e vamos pagar R$ 8 a mais, por quê?”, indagou.Segundo os comerciantes com quem o F5 News manteve contato, o prejuízo final é enorme. Eles relatam que não podem repassar esse aumento no preço dos produtos, porque fica inviável ao consumidor. Alguns feirantes já se organizaram e informaram ao F5News que farão o pagamento de R$ 20 portanto sem o aumento.

Conforme a comerciante Ísis Miranda, que está há cerca de 25 anos vendendo nas feiras de Aracaju, uma representante da Emsurb chegou a questioná-los sobre a preferência da cobertura e foi sinalizado o toldo, mas não foi atendido. “Já estávamos acostumados com os toldos, e era melhor também para os clientes, que ficavam protegidos do sol e principalmente da chuva”, disse a vendedora.Conforme outro comerciante, que preferiu não ser identificado, a estrutura deixa o ambiente mais quente, expõe os alimentos ao sol e à chuva, além de não proteger o consumidor. “Achamos muito ruim essa modificação”, disse o feirante.

F5 News também procurou representantes da Emsurb. A empresa alegou que entende a reclamação do consumidor, mas enfatizou que as feiras estão sendo encaminhadas para um novo momento em Aracaju, com espaços de qualidade. Enfatizou ainda que toda a estrutura está padronizada e por isso o valor cobrado por eles aumentou. “Os comerciantes têm que entender é que estamos atendendo a uma recomendação do Ministério Público, ou se faz ou não teremos mais alimentos de origem animal nas feiras de Aracaju”, ressaltou a Emsurb por meio de sua assessoria.

*Atualizada para acréscimo de informações.

Edição de texto: Monica Pinto

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Nelson Roberto

O Nelson ira escrever sua auto biografia em breve! Aguardem!

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