Nininho quer renovar Lagarto: sem Bole-Bole e Saramandaia

O empresário Genildo Souza Cruz tem 44 anos, pai de dois filhos e avô de dois netos, nasceu em Aracaju, a mãe é de Simão Dias e o pai e os avós são lagartenses. Ele atua em Lagarto no ramo de alimentação e de corretagem de imóveis e, pelo Cidadania, se coloca hoje como pré-candidato a prefeito desta cidade para as eleições deste ano.

Em Lagarto, onde ele mora e empreende há 23 anos, poucos o conhecem pelo nome de batismo. É simplesmente Nininho. É um sujeito carismático, de riso fácil e de relacionamento gregário. Já presidiu a Câmara de Dirigentes Lojistas, agora é seu tesoureiro e fez parte de movimentos de Rotary.

Signatário do projeto da chamada nova política encabeçado pelo senador Alessandro Vieira, Nininho diz que contará com o apoio desse parlamentar para potencializar o desejo de mudança que lagartenses sentem atualmente.

“Hoje, Bole-Bole e Saramandaia simbolizam a história de uma novela muito antiga, mas que acredito estar nos últimos capítulos. Não vale a pena ver de novo essa novela. Existe uma fadiga em cima desse conflito de tantos anos de poder. Já mandei fazer até uma pesquisa e nela 70% da população lagartense se admite cansada”, diz.

Veja nesta entrevista exclusiva que Nininho concede à Coluna Aparte o que mais ele pensa sobre política e os que mandam em Lagarto há décadas.

Aparte – Até onde vai o projeto do senhor de disputar a Prefeitura Municipal de Lagarto?
Nininho – 
Meu projeto de disputar a Prefeitura Municipal de Lagarto vai até o fim. Em momento algum pensei em desistir e nem vou barganhar nada com ninguém. Se for para ganhar, ganho com dignidade. Se for para perder, perco com dignidade.

Aparte – Em nome de que projeto o senhor se coloca como pré-candidato?
N – 
Me coloco como pré-candidato em nome de um projeto voltado para a sociedade. Acredito que a sociedade deve ser mais envolvida. E é a mais necessitada, na verdade, que deve participar diretamente do projeto. O Cidadania é exatamente isso: a representatividade dessa vontade de trazer a sociedade como parte diretamente ligada ao projeto de administração de uma cidade, e não simplesmente de você criar o seu projeto e dizer que é dono disso aqui, ou que acha que é isso aqui o que vale – de forma alguma. Você tem que compartilhar com toda a sociedade, cada um representando a sua classe, e ela opinando diretamente para esse envolvimento, que é muito mais importante.

Aparte – Qual é o comprometimento do senador Alessandro Vieira com essa sua intenção política?
N –
 Há 100% de comprometimento do senador Alessandro Vieira conosco. Ele está totalmente envolvido desde o primeiro momento. Quando sentei com ele e lhe perguntei: “senador, lá em Lagarto, como temos dois deputados federais, o senhor vai comungar com um lado ou outro?” Ele me disse que com nenhum, que o Cidadania teria candidaturas majoritárias e que em Lagarto vamos trabalhar até o fim.

Aparte – Qual é a visão que o senhor tem da importância dos dois deputados federais por Lagarto?
N –
 Acho muito lamentável a ação política dos dois deputados, porque Lagarto é uma cidade muito significativa para o Estado de Sergipe, muito representativa e, infelizmente, eles ficam brigando entre si. Às vezes muito por cargos lá em cima, em ministérios, correndo atrás de coisas familiares e esquecendo da sociedade. Hoje, Lagarto está vivendo muito melhor, e eles deveriam ser o orgulho do nosso Estado, do nosso município e da nossa força em conseguir eleger dois deputados federais. Infelizmente, a população ainda paga o preço de um anseio por algo melhor.

Aparte – Hoje os grupos Bole-Bole e Saramandaia simbolizam o que para a política de Lagarto?
N – 
Hoje, Bole-Bole e Saramandaia simbolizam uma história de uma novela muito antiga, mas que acredito estar nos últimos capítulos. Não vale a pena ver de novo essa novela. Está acabando essa novela. Tenho um conceito sobre os grupos políticos de que lamento muito. Acredito que desenvolvimento acontece sempre com a mudança, é a mudança continua é que causa o desenvolvimento, jamais uma dicotomia entre dois partidos, durante 40 anos, quatro ou cinco décadas, de administração dos mesmos, fazendo as mesmas coisas, a população está cansada. Isso é insuportável.

Aparte – Quais são as chances que o seu projeto tem de pelo menos fazer cócegas no contexto de Lagarto?
N – 
É claro que a gente não deve ser demagogo, nem soberbo, mas acredito, com todo o respeito, que a população está cansada, porque existe aí todo um histórico desses partidos tradicionais. Existe uma fadiga em cima desse conflito de tantos anos de poder. Já mandei fazer até uma pesquisa e nela, 70% da população lagartense se admite cansada. Está com o voto solto. Ela quer algo novo. A pergunta é exatamente essa: você votaria numa nova política? E 70% da população responderam que sim.

Aparte – Mas por que o senhor preferiu ir pelo Cidadania?
N –
 Optei pelo Cidadania porque vi nesse partido um trabalho de pessoas com seriedade. O senador Alessandro Vieira é exemplo para muitos jovens dessa política nova. O que ele defende é justamente a honestidade acima de tudo. Comungo com ele nesse sentido, porque dá para fazer política da melhor forma possível com honestidade. Mas o que vem acontecendo em Lagarto é uma política muito tradicional e duvidosa.
Fonte coluna Aparte

jlpolítica

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Nelson Roberto

O Nelson ira escrever sua auto biografia em breve! Aguardem!

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